Da sala de aula para a galeria: Guilherme Bruschi estreia exposição individual em Florianópolis
“outros tipos de palavras” reúne 16 trabalhos inspirados nas experiências do artista como professor e propõe novos olhares sobre a linguagem e o ambiente escolar
O que acontece quando experiências de sala de aula deixam os cadernos, quadros e corredores da escola para ganhar espaço em uma galeria? Essa é uma das provocações de “outros tipos de palavras”, primeira exposição individual do artista catarinense Guilherme Bruschi, que abre nesta quinta-feira (27), na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.
A mostra reúne 16 trabalhos produzidos entre 2023 e 2026 e apresenta diferentes linguagens, entre fotografias, cartazes, faixas, crachá, partitura, peça sonora e instalação. As obras têm como ponto de partida a relação entre texto e imagem e as experiências vividas pelo artista em diferentes ambientes educacionais.
Bruschi atuou em uma escola municipal, um colégio cívico-militar e um centro de educação de jovens e adultos. Em vez de simplesmente registrar essas experiências, ele transforma situações, lembranças e elementos do cotidiano escolar em trabalhos que questionam a maneira como usamos e interpretamos as palavras.
Quando uma palavra pode dizer mais, ou menos
Na exposição, a linguagem aparece como algo que está em constante transformação. Uma palavra pode explicar, criar possibilidades e aproximar pessoas, mas também pode estabelecer regras, determinar comportamentos e definir quem pode ou não ter acesso a determinados espaços.

Foto: Guilherme Bruschi
É justamente nessa contradição que está o interesse do artista. A proposta é experimentar outras maneiras de escrever e apresentar palavras, deixando de lado a ideia de que cada termo precisa carregar um único significado.
A exposição transforma elementos em matéria-prima para uma produção que mistura arte e educação, permitindo que situações aparentemente comuns sejam vistas por outros ângulos.
Uma nova forma de olhar para a própria produção
Além de marcar sua estreia individual, a mostra reúne pela primeira vez trabalhos que foram criados em momentos, espaços e circunstâncias diferentes da trajetória de Bruschi.
A curadoria é assinada pela professora, artista e pesquisadora Priscila Costa Oliveira. A expografia fica por conta de Igor de March e João Vitor Pilati, da Arquitetos de Meio Período (AMP).






