Entre drama, comédia e ficção científica: confira quais são as 10 melhores séries do século, de acordo com o The New York Times
Mais de 500 profissionais da indústria votaram para selecionar as obras
A virada do milênio transformou a televisão em um dos palcos mais ousados e prestigiados da narrativa audiovisual. Para celebrar essa revolução cultural e artística, o jornal norte-americano The New York Times reuniu mais de 500 profissionais (entre críticos, atores e outros trabalhadores da indústria) para eleger as 100 melhores séries de televisão do século 21, exibidas desde o ano 2000.
O topo da Era de Ouro da televisão
Entre dramas densos, comédias ácidas e narrativas inovadoras, as primeiras posições do ranking coroam clássicos modernos que reescreveram a história da teledramaturgia mundial:
Breaking Bad: a transformação do professor Walter White em um barão das drogas consolidou um novo patamar de tensão, ritmo dramático e arcos de personagens complexos.
The Wire (A Escuta): consagrada frequentemente como uma das obras mais completas da TV, a produção da HBO foi aclamada pelo jornal por seu retrato hiper-realista e minucioso das engrenagens sociais, políticas e institucionais da cidade de Baltimore.
Mad Men: a elegância visual e o mergulho psicológico nos bastidores da publicidade nova-iorquina dos anos 1960 renderam à saga um lugar indiscutível entre as narrativas mais marcantes já produzidas.
Succession: o drama satírico que explora as disputas familiares e o cinismo corporativo da dinastia Roy se firmou como um dos maiores fenômenos culturais e de premiações.
Fleabag: a criação de Phoebe Waller-Bridge foi amplamente celebrada pela quebra da quarta parede, unindo vulnerabilidade visceral, luto e humor autodepreciativo em duas temporadas.
Diversidade de gêneros das produções
Muito além dos dramas sombrios e policiais, a seleção do The New York Times prestigiou a inteligência do humor contemporâneo, que encontrou novas linguagens para refletir os dilemas modernos:
Game of Thrones: a adaptação épica dos livros de George R. R. Martin foi celebrada por transformar a fantasia medieval em um fenômeno mundial sem precedentes, estabelecendo novos padrões visuais, orçamentários e de mobilização do público a cada episódio.
Veep: com a atuação de Julia Louis-Dreyfus como a vice-presidente Selina Meyer, a série se consagrou como a mais implacável dos bastidores políticos modernos, acumulando recordes de premiações com seu roteiro afiado.
Um Maluco na TV (30 Rock): a comédia criada e estrelada por Tina Fey teve seu legado reconhecido pela metalinguística e pelas piadas rápidas ao escancarar, de forma absurda, a rotina caótica dos bastidores de um programa de auditório.
Segura a Onda (Curb Your Enthusiasm): a obra de Larry David foi reverenciada por sua ousadia ao transformar o constrangimento social e as pequenas neuroses do cotidiano em alta comédia, sustentada pelo improviso.
Atlanta: a inventividade autoral de Donald Glover recebeu destaque por desafiar barreiras entre drama, surrealismo, sátira social e cultura urbana contemporânea.






