Em conversa publicada na edição de fevereiro da Vogue Austrália, Margot Robbie falou abertamente sobre sua relação com a crítica — e deixou claro que ela não guia suas escolhas. Ao lado do colega Jacob Elordi, com quem divide cena em “O Morro dos Ventos Uivantes”, a atriz afirmou que seu foco sempre esteve na reação do público, não nas avaliações especializadas.
Segundo Robbie, a pergunta que move seu trabalho nunca é sobre notas ou manchetes, mas sobre sentimento. Ela explicou que, durante as filmagens, pensa na experiência emocional de quem está na plateia: como aquela cena será recebida, que impacto pode causar e se realmente vai envolver quem pagou para estar ali. Para ela, cinema é, antes de tudo, uma troca direta com o espectador.
A atriz também elogiou a diretora Emerald Fennell, destacando a forma como ela equilibra inteligência criativa e conexão emocional. Robbie ressaltou que Fennell não hesita em abrir mão de conceitos excessivamente intelectuais quando percebe que outra escolha pode gerar maior envolvimento do público — algo que ela diz admirar profundamente.
A entrevista foi conduzida por Joel Edgerton, indicado ao Globo de Ouro de 2026 por seu trabalho em “Sonhos de Trem”.
“O Morro dos Ventos Uivantes”
A nova adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes” chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (12) com direção de Emerald Fennell e protagonismo de Jacob Elordi, indicado ao Oscar 2026 por “Frankestein”, e Margot Robbie, conhecida por “Barbie” e “Era Uma Vez em Hollywood”.
Considerado um dos romances mais importantes da literatura inglesa do século XIX, o livro de Emily Brontë ganha agora uma releitura mais intensa e sensorial. A diretora aposta em mudanças significativas na narrativa original e apresenta uma abordagem contemporânea, com estética mais subjetiva, em sintonia com o estilo que já havia explorado em “Saltburn”.






