Como custos, preços e fornecedores entram na preparação das empresas para a reforma tributária
Vice-presidente da AEMFLO e CDL São José orienta empresários a acompanhar os números da operação e participar das decisões durante a transição
Entender os custos de cada produto, acompanhar as margens e conhecer o perfil de clientes e fornecedores estão entre os cuidados apontados por Katia Cilene Tavares para a adaptação das empresas à reforma tributária. Vice-presidente de Administração e Finanças da AEMFLO e CDL São José e integrante da Marka Assessoria Contábil, ela defende que os gestores participem das análises ao lado das equipes técnicas.
Na avaliação de Katia, o suporte de contadores e profissionais financeiros permanece necessário, mas deve ser acompanhado pelo conhecimento do empresário sobre a própria operação. A proposta é utilizar as informações dessas áreas para avaliar escolhas e identificar riscos.
Créditos tributários e formação de preços
O novo modelo de tributação do consumo prevê o aproveitamento de créditos de IBS e CBS conforme as condições estabelecidas na legislação. As possibilidades variam de acordo com o regime de apuração e as características das operações.
Para Katia, esse funcionamento exige que as empresas examinem como compram, vendem e calculam seus preços. A análise deve considerar os tributos envolvidos nas transações e seus efeitos sobre o resultado de cada produto ou serviço.
Entre as prioridades indicadas estão o acompanhamento das margens, a atualização do fluxo de caixa e a organização dos registros financeiros. Segundo ela, essas informações ajudam a avaliar os impactos das mudanças antes de tomar decisões comerciais.
Relação com clientes e fornecedores
A orientação também inclui conhecer o enquadramento tributário dos parceiros e verificar como as alterações podem repercutir na cadeia comercial. Na avaliação da dirigente, esse levantamento precisa fazer parte do planejamento da empresa.
Os contratos são outro ponto de atenção. Katia recomenda examinar, com apoio especializado, as condições negociadas e os mecanismos previstos para lidar com mudanças que possam afetar custos e obrigações.
Participação dos gestores
Para a vice-presidente, a preparação depende da integração entre administração, contabilidade, financeiro e área comercial. O objetivo é transformar os dados da operação em informações que permitam comparar cenários e orientar o planejamento.
Ela avalia que organizar processos e acompanhar os indicadores do negócio pode ampliar as condições de resposta durante a transição. Neste trabalho, cabe ao empresário participar das escolhas que influenciam o desempenho da empresa.
Informações sobre o apoio aos associados podem ser consultadas nos canais da AEMFLO e CDL São José.






